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Farmacêutica de Serviço

E se vivemos, reinventamo-nos.

Farmacêutica de Serviço

E se vivemos, reinventamo-nos.

Aquém das expectativas

Crescemos sem condições para escutar o silêncio. Talvez porque sabemos que nele habitam as nossas vozes latentes e adormecidas. Talvez porque, porventura, receamos despertá-las e orquestrar autênticas variações sinfónicas, capazes de materializar pensamentos em catadupa e uma essência em dismorfia num barulho absolutamente ensurdecedor. Como tal, ao longo da vida, vamo-nos distraindo. Passamos os dias à procura de uma extensão que conecte o tempo e o alimente e o perdure. Com os olhos postos na utopia desse futuro, descuramos estes raros minutos de existência: esta passagem cronometrada, este destino incerto e em contagem decrescente. Todavia, é nessa azáfama constante que, por vezes, surgem pequenos vislumbres de imortalidade: um oásis que nos faz sentir um pouco mais inteiros, um pouco mais parte deste pedaço de sítio que nunca conheceremos verdadeiramente.

 

Falácia

 

Às vezes, olho para mim de lado.

Como um estranho que julga conhecer o turbilhão de pensamentos que, em passos largos, se dissolvem por entre rotinas cruzadas e transeuntes incomuns.

Às vezes, até sinto que o que sou é pouco meu porque me é estranha aquela sensação de estranheza.

E julgo, perante os dedos que se tocam, ser pouco mais do que uma defesa contra cada fragmento estilhaçado na penumbra: pedaços de sonho hipotéticos: utopias de banda larga.

Estou tão fora como dentro, desmembrada da fisiologia sem querer ir nem querer voltar.

E somam-se os dias: um valor absoluto e pesado do que perdi por não saber o que querer ganhar.

Tanta vida no Inverno. Tantas ondas e um mar inerte. Como eu...

Sem condições nem metafísica. Sem futuro nem presente.

Um eu doente. Da alma. Do soro que escorre em desalinho. Autoimunidade. Pelo cansaço escrito em prosa e a vida entoada em hino.

Lançamento da Semana #11

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Escolhas o caminho que escolheres, procura por mim mesmo quando te perderes.

 

Ontem, durante a gala final do talent show The Voice Portugal, os Amor Electro apresentaram, pela primeira vez, a sua mais recente composição ao público.

A atuação arrepiou-me do início ao fim e até o pequeno acidente que a Marisa Liz sofreu contribuiu para a performance magnífica da sua banda.